quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pescaria no Rio Guaporé - Tucunaré Pitanga

Barco Maanaim Pesca Esportiva na Amazônia

Barco Hotel no Rio Guaporé

Tucunaré – do Tupi “tucun” que significa arvore, e “are” amigo, ou seja, “ amigo da arvore”. Classificada cientificamente como Cichla, esta espécie pertence à família dos Ciclídeos,  Sua área de atuação é predominante da América do Sul, em especial o Brasil, tendo como habitat natural a bacia amazônica, podendo ser conhecido como Tucunaré-açu, tucunaré-paca, tucunaré-pinima, tucunaré-vermelho, tucunaré-pretinho e o Tucunaré-pitanga que tem grande incidência na região do Rio Guaporé, sobre o qual discorreremos.
O Tucunaré vive a maior parte do tempo em lagos, lagoas e rios, preferindo zonas de águas lentas ou paradas, entram na mata inundada durante a cheia. Na época da reprodução formam casais que partilham a responsabilidade de proteger o ninho e ovos. Espécies consideradas sedentárias pois não realizam migrações, e tem hábitos diurnos. Alimentam-se principalmente de peixes.
São as únicas espécies de peixes da Amazônia que perseguem a presa, ou seja, após iniciar o ataque, não desistem até conseguir capturá-las, o que os torna um dos peixes mais esportivos do Brasil.
Seu corpo alongado e provido de pequenas escamas, chega a atingir até 50cm e peso aproximado de 3 a 4kg, com exemplares maiores que chegam a pesar até 5 kg. Sua coloração amarelada, com manchas pretas e verticais distribuídas regularmente pelo corpo pode sofrer alterações de acordo com o local, se ele se encontra em uma baia, sua coloração se torna escura, se está nas margens dos rios possuem uma coloração alaranjada. 
Com relação à pesca, podemos afirmar que o tucunaré pode ser fisgado durante quase todo o ano, porém os melhores resultados são obtidos durante o período compreendido entre os meses de junho e outubro. Uma interessante característica dessa espécie é o ocelo redondo no pedúnculo caudal e são peixes ósseos. São peixes que atacam tanto iscas vivas como artificiais em movimento, pois elas lhe chamam atenção.
Recomenda-se usar material de categoria leve, com linhas de 0.33 mm, varas de 17 a 25 libras. As melhores opções são as iscas artificiais, destacando-se as iscas de superfície onde o pescador esportivo pode apreciar a explosão do peixe e ter imagens surpreendentes dos seus belos saltos.



A pescaria no Rio Guaporé, mais do que uma pescaria, é uma viagem cheia de aventuras e emoções.
A cada volta do rio a vida selvagem se revela em todo seu esplendor, Colhereiros, Garças, Tuiuius, Maguaris, Biguatingas, Onças Pintadas, grandes Jacarés Acú são alguns dos animais que podem ser fotografados facilmente pelo pescador.
São cinco dias e seis noites a bordo do Barco Maanaim onde você passará dias inexquecíveis travando lutas com peixes esportivos da bacia amazônica, verdadeiro teste para sua tralha de pesca e sua técnica como pescador.


Namir Rodrigues de Andrade
Barco Hotel Maanaim - Turismologa 
Especialista em Turismo e Meio Ambiente

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